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Por

ETIENE BAHÉ

Assessora de Imprensa e Gestora de Mídias Sociais na ATI / PE e na SUCESU / PE

Palestra com a superintendente regional na Amcham Brasil, Alessandra Andrade, e com o professor da UFPE, cofundador e sócio da Neurotech, Paulo Adeodato


A inovação é capaz de transformar ideias em realidade. Impulsionar mudanças. Só existe transformação digital se houver inovação. E para haver a mudança, a transformação digital, é necessário ter potencial humano, cultura digital e tecnologia. O Espaço Almirante no Catamaran sediou nesta terça (22) o GGTI Meeting e Sucesu Talk Show 2022. Dois eventos em um com um só propósito: reunir a comunidade de tecnologia para falar de inovação e tecnologia. Afinal, para os promotores do evento, o Grupo de Gestores de TI e a Sociedade dos Usuários de Tecnologia, pensar no novo é o normal.


“Trata-se de um evento anual, onde a gente reúne quem faz tecnologia, tanto da iniciativa privada quanto da área pública, e apresenta alguns temas relacionados à gestão. Também é um momento de relacionamento e troca de conhecimento entre os CIOS e gestores de TI”, justifica o presidente da Sucesu PE, Romero Guimarães. É o 15º evento do GGTI. “Agora, em parceria com a Sucesu PE, está um evento maior ainda, com a ajuda de nossos patrocinadores”, agradece o presidente do GGTI, Cláudio Alcoforado. Na ocasião houve palestra com a superintendente regional na Amcham Brasil, Alessandra Andrade, que falou do tema Liderança com resultado.


Alessandra acredita que as pessoas são a chave da inovação e teceu alguns conselhos. “Para ter sucesso como líder são necessários alguns pressupostos: mapa não é território, a responsabilidade da comunicação é de quem comunica, a pessoa faz o melhor com o recurso que tem. É preciso ter sempre em mente que inovação é sobre gerar valor e pressupõe risco. As pessoas são a chave da inovação. Também não esquecer que não existe momento específico. É pensar e pôr em prática. Ou alguém vem e faz o que você pensou lá atrás.”


O professor da Universidade Federal de Pernambuco, cofundador e sócio da Neurotech, Paulo Adeodato, também ministrou palestra. Falou de Como a mineração de dados pode ajudar a gestão de negócios. Fez recomendações do que é necessário fazer antes de desenvolver uma inteligência artificial (IA). “Primeiro é preciso entender o problema do cliente, não ser preconceituoso – preparar os dados e deixar o algoritmo extrair o conhecimento, não tentar alterar o algoritmo, ter como objetivo resolver problemas reais, não tentar construir algoritmos, saber que manter modelos inteligentes custa caro, monitorar as distribuições das variáveis e expectativas para não ser surpreendido”.


O GGTI Meeting & Sucesu Talk Show foi encerrado ao som de violino e da banda Revolution Beatles Band.



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Neandertais

Ao contrário do que muitos Homo sapiens pensam existia vida familiar neandertal. Cientistas descobriram, neste mês, numa caverna da Sibéria, na Rússia, amostra de DNA que comprova isto. Um lar composto por 20 neandertais viviam na caverna Chagyrskaya e tinham acampamento de caça à beira do rio, há 54 mil anos atrás.


BeReal

A nova rede social francesa com característica “anti-rede social” começa a pegar no Brasil. O aplicativo BeReal teve mais de 400 mil downloads na Play Store no mês de setembro. Ao contrário do Instagram e do TikTok não usa filtros em suas fotos que devem ser tiradas em um momento aleatório e só uma vez ao dia. Detalhe, sem direito a curtidas e seguidores. O app está disponível para celulares Andróide e iPhone (iOS).

GAS

Um novo aplicativo ocupou o 1º lugar neste mês de outubro na classificação da Apple Store nos EUA, desbancando o TikTok e o BeReal: GAS. A rede social é voltada para estudantes do ensino médio que desejam mostrar interesse por algum aluno da escola.


Brazil Tech Days

Este mês, o Porto Digital foi destaque na imprensa portuguesa por, em parceria com a agência de fomento ApexBrasil, promover o evento Brazil Tech Days dentro da Aveiro Tech Weeks, no município de Aveiro, de 10 a 16 de outubro. O motivo: a expansão do ecossistema digital de tecnologia e inovação brasileiro a fim de inaugurar um hub empresarial no município português. Uma comitiva de empresários e representantes de organizações interessadas em se instalar no hub participou do evento.



Inscrições abertas para o Rec’n’Play e para o Gov In play


“O Futuro em tempo real”. Rec’nPlay 2022, um evento promovido pelo Porto digital e pela Ampla. De 16 a 19 de novembro, no bairro do Recife. Ingressos gratuitos no site da Sympla. https://www.sympla.com.br/evento/festival-rec-n-play-2022/1758872?lang=PT



“O Futuro Digital e Governo: Como acompanhar as novas tendências?”. Gov in Play 2022, evento promovido pela Agência Estadual de Tecnologia da Informação pela Emprel. Nos dias 16 e 17 de dezembro, no Auditório do Mesa, no Paço Alfândega. Inscrições no site www.govinplay.rec.br.x

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Em 2018 foi sancionada a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que vem ao encontro da ânsia popular de controle da recorrente malversação dos dados pessoais. Na lei o legislador concedeu a todos – empresas e governos – o prazo de dois anos para que conduzissem o processo de adaptação, visto que a lei formulada atua nos três seguimentos da empresa, justamente o jurídico, o administrativo e o tecnológico. Entretanto, e infelizmente, estes agentes não se prepararam, até o presente momento, devidamente para o

término do período de vacatio legis e o necessário o enfrentamento da reestruturação gerencial, com o atendimento da proteção aos dados imposta pela novel legislação. Assim sendo, agora próximo ao início da exigibilidade legal várias iniciativas de postergação têm sido implementadas, gerando, como dito no enunciado deste painel, uma enorme INSEGURANÇA JURIDICA, que vem num momento terrível, acompanhando esta pandemia do malfado Corona Vírus. Nesta linha, diga-se que a mixórdia tem início com o Projeto de nº Lei 5.762/19, que pretende prorrogar por mais dois anos a vacatio preestabelecida, sendo este um projeto solitário, atualmente travado na Câmara.


Ora, nesta trilha, temos um projeto de lei tramitando no Congresso para adiar para 2022 o início da obrigatoriedade da LGPD, que inicialmente estava prevista para agosto de 2020 e Medida Provisória que altera para maio de 2021. Vale esclarecer que a medida provisória que altera a lei poderá não ser aprovada pelo Congresso – posto que deve ser analisada em até 120 dias, e não sendo, perde seu valor – de modo que se essa prorrogação pode vir a cair em julho de 2020, o que resultará em forçosa adequação para as empresas, que terão apenas 30 dias para se adequarem. Como agir neste cenário de absoluta INSEGURANÇA JURIDICA? O que fazer e, pior, quando fazer? Junte-se a isto tudo uma carência de profissionais habilitados e a prestarem consultoria no sentido da Compliance Legal. Esta Lei, como impõe o seu art. 1º, tem o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade, bem como o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. Na União Europeia, em legislação similar, que já vigora com sucesso há mais de ano, e onde se espelhou a nossa LGPD, tem aplicado pesadas multas, além de outras sanções que também estão previstas na LGPD brasileira, tais como bloqueio, suspensão e até eliminação de banco de dados, que podem, de forma transversa, levar ao fechamento da Empresa.


Dessa forma, proteção, estruturação, código de conduta, governança de boas práticas e princípios de boa-fé são o caminho único para uma navegação segura neste mar revolto ao se tratar dos dados pessoais de clientes, colaboradores, associados e até dos fornecedores. Merece atenção o art. 47 da Lei, que traz uma peculiaridade nova, que atribui diretamente aos Gestores, Agentes, Controladores, proprietário ou não, e Operadores, a responsabilidade pelos controles adequados na elaboração das regras necessárias ao bom andamento da proteção, bem como o trabalho de Compliance necessário a manutenção da proteção aplicada. O tempo é curto e a SEGURANÇA JURIDICA deve ser restabelecida para controladores e operadores, que na determinação do art. 50, devem formular regras de boas práticas e de governança que estabeleçam as condições de organização, regime de funcionamento, procedimentos, incluindo reclamações e petições de titulares, incidindo ainda as normas de segurança, os padrões técnicos, as obrigações específicas para os diversos envolvidos no tratamento, as ações educativas, os mecanismos internos de supervisão e de mitigação de riscos. Vamos seguir, pois é necessário.


Dr. Marcos Pontes

Diretor Jurídico da Jucepe no biênio 2017/2019.

Partícipe da Sucesu/PE

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