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  • Foto do escritorSucesu PE

Atualizado: 23 de jun. de 2020


A Sucesu PE realizou no dia 06 de maio deste ano (2020) sua primeira live nos tempos de pandemia. E, claro, o tema não tinha como não ser alusivo ao crescimento do uso da tecnologia tanto no setor privado quanto no público. E, para falar da importância da telemedicina na saúde pública, os convidados, Jailson Correia, Secretário de Saúde da Prefeitura do Recife, e Rafael Figueiredo, Procurador Geral da Prefeitura do Recife, relataram o avanço tecnológico na saúde pública e suas vantagens no enfrentamento à pandemia.

O cientista e médico Dr. Jailson Correia, um entusiasta da telemedicina, diz não ter dúvida que a inovação é necessária e veio para ficar. “O aplicativo Atende em Casa, por exemplo, é um modelo de atendimento que tira as pessoas da fila das unidades de saúde, que faz o diagnóstico à distância. Esse tipo de solução vai continuar a fazer parte do cenário pós pandemia. Inclusive gostaria de parabenizar os profissionais do Atende em Casa pelo brilhante trabalho que vêm realizando”.

O Atende em Casa é um aplicativo desenvolvido pela Prefeitura do Recife em parceria com o Google, Pitang, Brany e Fábrica de Negócios, com o apoio do Governo do Estado, que garante ao recifense orientações virtuais sobre a Covid-19. Permite uma classificação de risco do paciente e, se necessário, uma vídeochamada com enfermeiros ou médicos. A ferramenta pode ser acessada por celular (smarthphone) ou computador através do endereço www.atendeemcasa.pe.gov.br.

Do ponto de vista jurídico com a evolução da telemedicina, o procurador Rafael Figueiredo abordou a questão da privacidade e do home office. “De um lado o paciente, do outro o profissional. Precisamos dar o suporte jurídico ao médico para que não sofra nenhum tipo de abuso, memes... e ao cidadão, que às vezes acha que sua privacidade está sendo violada pelo governo, que está sendo rastreado. E a outra questão está no trabalho. Como se computar as horas extras, por exemplo?”

Os secretários provocados pelos mediadores, os vice-presidentes da Sucesu-PE, Claudio Castro e Clímaco Feitosa, abordaram a parceria da Prefeitura do Recife e a Universidade Federal de Pernambuco para a aquisição de kits para diagnosticar a COVID-19 nos pacientes de maneira mais precisa. “Agora mesmo, a Prefeitura investiu R$500 mil na compra de kits modernos do tipo RT-PCR que devem estar chegando na segunda quinzena. Com eles o resultado dos exames será muito mais preciso”, diz Rafael. “O teste pode até diagnosticar uma pessoa assintomática.”, completa Dr. Jailson.

Assista a LIVE no canal da SUCESU-PE no youtube.

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  • Foto do escritorSucesu PE

Atualizado: 23 de jun. de 2020

Romero Wanderley Guimarães Presidente Executivo da Sucesu-PE, Diretor de TI e Transformação Digital da Agência de Tecnologia da Informação do Governo de Pernambuco, Mestre em Ciência da Computação pela UFPE

Publicado em: 05/11/2019 03:00 Atualizado em: 05/11/2019 08:27


Observando a economia local em Pernambuco, tenho me preocupado muito com a total falta de sensibilização sobre a onda de transformação digital, que já está ocorrendo e que irá se intensificar muito ainda, principalmente nos próximos cinco anos. É uma onda de progresso, de evolução tecnológica e de maior produtividade. Porém, as empresas, as pessoas, os governos e o terceiro setor, precisam se inteirar do que vem por aí, pois se não houver uma preparação, a imensa maioria das pessoas e das empresas locais estará fora do mercado, na nova economia digital. As empresas locais irão disputar mercado com empresas mundiais. Isto já está ocorrendo: uma grande parcela da população já compra pela internet, muitas vezes, mercadorias produzidas em países distantes do Brasil, como China, Coreia e Índia. Produtos que são anunciados em plataformas digitais como Google, Facebook,  Instagram, etc, competindo com as vendas das empresas locais. Além do mais, com a intensificação do uso das tecnologias de Inteligência Artificial, Computação em Nuvem, Mineração de Dados, Robótica, Internet das Coisas, 5G, Computação Quântica e outras mais, o mundo será muito diferente daqui a 5 ou, no máximo, 10 anos. O emprego, como conhecemos, com carteira assinada e uma relação fixa entre empresa e empregado, tende a reduzir-se a algumas profissões, que exijam uma especialização e conhecimento técnico de alto nível. As máquinas irão fazer os trabalhos que despendem muito tempo e que são repetitivos, inclusive os que exijam ler e entender textos, escrever, ouvir e entender as pessoas e, até, falar. E não adianta o governo querer proibir as empresas de usarem essas tecnologias, porque a questão é mundial. Uma medida dessas iria quebrar todas elas. A nossa indústria canavieira, que já foi a mais desenvolvida do mundo, quebrou, principalmente, porque não acompanhou a evolução tecnológica da mecanização do plantio e da colheita, talvez até, porque os dirigentes públicos e privados não queriam substituir a mão de obra por máquinas. Agora, com o falimento da indústria, não se tem nem emprego, nem renda, nem indústria, nem alimento para uma massa de trabalhadores que não têm qualificação para as atividades econômicas atuais. Enfim, se faz necessário que as pessoas adquiram novos conhecimentos e se capacitem, não somente agora, mas pelo resto de suas vidas. Elas vão precisar aprender a lidar com estas tecnologias e com as que virão. Não se trata de ir para a área de informática. É necessário aprender a utilizá-las. A ser usuário das tecnologias e não especialistas que fazem a tecnologia. É necessário que as empresas conheçam estas tecnologias e possam identificar onde, em seus negócios, essas tecnologias possam ajudar a aumentar a produtividade e a rentabilidade, para manterem-se competitivas. É necessário que os governos pensem em formas de fomentar atividades como turismo, artesanato, lazer e cultura, que são aquelas em que se consegue inserir as pessoas que não estejam preparadas para as tecnologias citadas acima. Também terá que se pensar em novas formas de tributação e arrecadação sobre as atividades na internet, e reverter essa arrecadação para garantir renda mínima para as pessoas menos favorecidas. Há que se fazer um grande esforço de capacitação e de educação das pessoas, especialmente, dos jovens, para que eles sejam formados para o novo mundo da economia digital. Me sinto como se estivesse em um navio, distante da costa, e passasse por mim uma enorme onda de um tsunami, e eu estivesse tentando avisar às pessoas e ao governo do continente para que eles se preparassem e tomassem medidas para se proteger, mas ninguém estivesse acreditando em mim e estivessem ignorando a onda que está chegando.

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  • Foto do escritorSucesu PE

Atualizado: 19 de jun. de 2020


Romero Guimarães Presidente da Sociedade dos Usuários de Tecnologia de Pernambuco. Diretor de TI e Transformação Digital da Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI)

Publicado em: 13/12/2019 03:00 Atualizado em: 13/12/2019 09:59


Os empresários precisam perceber que estamos em uma nova era, em que os modelos de negócio estão se transformando rapidamente, em função do arsenal de novas tecnologias que estão ficando disponíveis. Não é uma questão de: “o meu negócio nunca vai ser digital”. Nem se pode mais pensar “que sempre foi assim e sempre deu certo, deste jeito”. As coisas simplesmente estão mudando. E se o empresário observar com mais atenção o que está mudando, ele vai ver que é o próprio consumidor. O consumidor atualmente já é digital. O mundo do Consumidor já é digital. Senão vejamos: hoje as pessoas pedem comida, pedem transporte, compram passes estudantis, carregam o celular, solicitam carteira de identidade, enfim, fazem quase todas as coisas utilizando canais digitais. Isto, se não falarmos sobre as redes sociais. Coisa que o brasileiro em especial é campeão. Praticamente todos os brasileiros atualmente participam de alguma rede social e se relacionam diariamente através desse canal. Mesmo aqueles que não postam nada, com receio de se expor, estão lá. Observando e acompanhando as postagens dos amigos, dos conhecidos e dos seus ídolos. Mas será que esse mesmo consumidor também não está olhando as lojas, os produtos e os serviços oferecidos em sua rede? Será que uma boa parte de suas compras já não é feita através da rede social? O consumidor de hoje quer muito mais do que simplesmente entrar na loja, escolher um produto, comprá-lo e sair com ele.  O consumidor quer ver as novidades, quer saber as tendências, quer entender tudo que existe disponível e conversar com alguém que possa dar informações relevantes sobre os produtos e serviços de seu interesse. Então, as novas empresas têm que oferecer isso a seus clientes. Elas precisam pensar como entregar valor ao seu cliente e com isto fazer uma mobilização do seu público que vai estar seguindo as suas informações nas redes sociais ou em qualquer plataforma que a empresa esteja. Por isso é tão importante que as empresas e os empresários compreendam o que é uma plataforma digital. Pois este é o novo e, praticamente, o único modelo de negócio competitivo nos dias de hoje. Mas o que é uma plataforma?  Um bom exemplo de uma plataforma é o supermercado. Um supermercado qualquer reúne várias empresas fornecedoras de alimentos, produtos para o lar e produtos similares e os disponibilizam em formato de prateleiras organizados segundo a ótica do consumidor. Uma plataforma digital faz a mesma coisa, só que de uma forma muito mais poderosa. Pois ela não possui horário de funcionamento e não está limitada a um determinado local. Os seus consumidores podem entrar na plataforma a qualquer hora do dia ou da noite e podem estar em qualquer lugar do mundo para acessá-la.  Além disso, uma plataforma digital tem um poder de rede social coletiva que faz com que os próprios consumidores e os próprios fornecedores da plataforma apresentem sugestões de melhorias de como prestar o melhor serviço e de como funcionar melhor. O que faz com que as plataformas se empoderem de forma exponencial. Sendo assim, senhores empresários, os senhores já estão  atrasados em pensar em como fazer para sua empresa estar presente em plataformas digitais, ou como tornar a sua empresa uma plataforma digital.


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