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Por

ETIENE BAHÉ

Assessora de Imprensa e Gestora de Mídias Sociais na ATI / PE e na SUCESU / PE

  • Sucesu PE

Mercado internacional, crescimento do setor de TI durante a pandemia e transformação digital.

Atualizado: Set 13






O entrevistado do Blog SUCESU PE desta semana é o empresário Clímaco Feitosa. O CTIO do iLand Group fala sobre mercado internacional, do crescimento do setor de TI durante a pandemia e da morte precoce das empresas que não acompanham a transformação digital.


Por Etiene Bahé


SUCESU PE – A pandemia do coronavírus tanto provocou abalos nos mercados globais por colocar vários lugares do mundo em quarentena, impondo medidas restritivas e fechando fronteiras para frear a disseminação da doença, quanto derrubou fronteiras para a comercialização de produtos e serviços online. Atualmente uma pequena empresa do interior pernambucano pode vender para um cidadão lá do Japão. Mas o que vemos são muitas dificuldades na venda e na exportação. Como imergir no mercado internacional? Como chamar atenção para a clientela mundial?

Clímaco Feitosa – Vimos, com a pandemia, o conceito REAL de mundo globalizado. Com o advento massivo do Home Office (ou do Work From Home), as fronteiras internacionais, literalmente, acabaram; proporcionando com isto, uma maior competitividade para empresas e profissionais. A entrada de uma empresa brasileira no mercado internacional é um tema deveras interessante. Ter presença GLOBAL, não é algo tão trivial, pois, na maioria das vezes, se faz necessário ter/estabelecer presença física no país onde se deseja comercializar seus produtos/serviços além de, possivelmente, adaptá-los para atender a requisitos legais ou até mesmo mercadológicos, regionais. Para tal é imprescindível imergir no ecossistema de negócios local, para entender as peculiaridades inerentes. Esta imersão deve ocorrer a partir de um planejamento prévio bem executado, com todas as informações necessárias para se montar um negócio no exterior. De maneira geral, recomendo que busquem os consulados/embaixadas dos países alvos, para obter estas informações e, a partir disto, elaborar um plano de negócio. Posso citar como exemplo, um programa oferecido pelo governo dos Estados Unidos da América, chamado SelectUSA. O SelectUSA (http://www.selectusa.gov/) é um esforço do governo dos E.U.A. para estimular , facilitar e acelerar o investimento das empresas nos Estados Unidos, nacionais e estrangeiras, como grande motor de crescimento econômico e geração de empregos. Sucesu PE – No Brasil, e em Pernambuco não é diferente, a crise política, a alta taxa de impostos e o excesso de burocratização são considerados os principais responsáveis pelo fechamento de empresas todos os dias. Isto desde antes da pandemia. O senhor acha que estes são realmente os pivôs ou há outros fatores que também aceleram a morte de empresas? Clímaco Feitosa – Escrevi sobre isto em 2019 em um artigo no Linkedin e pouca coisa, de lá pra cá mudou. Várias empresas morrem, todos os dias, por diversos motivos. O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) liberou um relatório preocupante sobre o percentual de sobrevivência de empresas no Brasil: de cada 4 empresas abertas, 1 fecha antes de completar 2 anos de existência no mercado. O mais interessante nisto tudo é que o principal responsável por significativa parte desta alta mortalidade, o próprio empreendedor, continua fazendo as mesmas coisas (e quem faz AS MESMAS COISAS, sempre terá OS MESMOS REULTADOS). O mundo dos negócios está mudando. Você pode ou não estar sentindo isso agora. Mas há, definitivamente, uma mudança (e das bemmmmmmmm grandes) acontecendo!! A relação entre pessoas e negócios está cada vez mais estreita, uma vez que os meios para se fazer negócios estão cada vez mais diversificados. Então, caso você queira sobreviver neste mundo cada vez mais rápido, aja RÁPIDO também! Nestes tempos, quando a revolução digital não é mais novidade e a tecnologia penetrou em todos os aspectos de nossas vidas, não é preciso dizer que inovação é o nome do jogo. Mas não há inovação sem negócios. E isso está em praticamente todos os setores. A tecnologia mudou tudo, de táxis a jogos de azar, alterando drasticamente a maneira como socializamos uns com os outros. Airbnb, Dropbox, Facebook, GitHub, Groupon, LinkedIn, Spotify, Uber, WhatsApp. Todas são empresas com menos de vinte anos, e que começaram com um pequeno grupo de empreendedores, nem uma inventou uma nova tecnologia, todas propuseram novas soluções baseadas em tecnologias existentes e todas valem mais de um bilhão de dólares hoje. Todos nós temos que nos perguntar agora se nossa empresa atenderá às necessidades da economia futura, se está pronta para atravessar o amanhã, agora! Não acredito que precisaremos de bolas de cristal para sobrevivermos no futuro dos negócios. Mas precisaremos prestar atenção e planejar bem. Não podemos esperar que as nossas empresas ou instituições (sim, isto vale para governos!) encontrem o futuro para nós. Cada um de nós terá essa responsabilidade. SUCESU PE - A SUCESU-PE criou uma Diretoria de International Business Affairs, que está sendo tocada pelo Cônsul da Eslovênia Rainier Michael, com o objetivo de estreitar os laços com nações estrangeiras e possibilitar a internacionalização de negócios. Afinal, em tempos de crise, sempre existem os que sobreviverão e sairão mais fortalecidos e os que entram para o limbo empresarial. Qual o segredo para não sucumbir e atender às necessidades da economia vigente? Clímaco Feitosa – É prestar atenção em absolutamente TUDO que possa impactar no seu negócio. O mercado é vivo e por ser vivo, deve-se sempre saber quando e como “alimentá-lo” mais, ou menos, ou até “mudar de dieta”. Como falei em uma das respostas anteriores, o mercado Global é gigante e atingi-lo, significa obter novas divisas econômicas para seu negócio. Um professor de Marketing que tive, tinha a seguinte frase: “devemos COMPETIR com COMPETÊNCIA na grande COMPETIÇÃO. Esta frase, me marcou bastante, pois retrata fielmente o que é o mercado e o que importa, realmente, para se manter vivo. Por mais ineditismo que tenha seu produto ou serviço, não levará tempo para que ele seja copiado, ou MELHORADO. Exemplos para isto, temos vários: Taxi -à Uber, Blockbuster -à Netflix. São estas sutis (ou não tão sutis) mudanças, que precisamos ficar atentos para nos mantermos “disputando” a competição. E quando falo disputando, não significa que iremos sobreviver desta maneira; podemos, desta forma, ganhar uma sobrevida. Para prevalecer e VENCER a competição é preciso ter ou seguir a mesma estratégia que fazem os bons enxadristas: antecipar-se às jogados dos seus adversários, pensar, com rodadas de antecipação o que eles irão fazer e quando fizerem, o que podemos fazer para contra-atacar ou até nos defender, além de, obviamente, observar o clima de negócios, os fatores externos que possam impactar o andamento do negócios. SUCESU PE - Há uma necessidade urgente de Transformação Digital nos negócios e essa necessidade passa, especificamente, por empresas de base tecnológica. Pernambuco, mesmo abrigando um dos maiores parques tecnológicos do mundo – o Porto Digital, necessita de mão-de-obra especializada. Por onde andam esses profissionais, empreendedores na área de tecnologia e inovação, que se tornaram essenciais?

Clímaco Feitosa – Este um ponto crítico, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. A busca, cada vez maior, por serviços digitais, ou pela digitalização de serviços analógicos, gerou uma demanda absurda por profissionais habilitados à estas transformações. Como não conseguimos formar mão de obra, com a mesma velocidade que o mercado requer, um novo GAP surgiu. Mas isto não é um fato pós-pandemia. Ele apenas foi agravado por ela. Em 2019, antes da pandemia da COVID-19, a região do Porto Digital fechou o ano com um déficit de 1.700 vagas não preenchidas. Este número, só aumentou! Enxergando CRISE, como OPORTUNIDADE, esta talvez seja a grande chance do fortalecimento da Tripla Hélice (Governo, Empresas Privadas e Academia), em busca de soluções para este problema. Não vejo outro caminho senão o de gerar negócios mais inteligentes (com, por exemplo, uso massivo de Inteligência Artificial) e com isto, com uma transição mais rápida para o digital. SUCESU PE – A transformação digital é o processo de integrar tecnologia digital a todos os aspectos da empresa, o que exige mudanças fundamentais de tecnologia, cultura, operações e entrega de valor. O que as empresas precisam fazer para acompanhar a transformação digital e conseguir se manter no mercado cada dia mais competitivo? Clímaco Feitosa – Não dá mais para pensar em sucessão familiar, como se fazia antigamente. O empresário, de um grupo familiar (algo bem comum no mercado), que tiver o pensamento de: - minha família vem fazendo isto há X anos e sempre deu certo, pode estar sepultando o seu negócio. Como diria o pensador Heráclito, “Nada é permanente, exceto a mudança”. E o mercado é cruel para quem não o acompanha. Não é preciso estar na Vanguarda sempre, mas pelo menos saber o que está acontecendo ao seu redor é muito importante. Como dissera John Fitzgerald Kennedy, “A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.”

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